Como a ficha é montada
Um brunch não é um combo de Instagram. A página também não.
O melhorBrunch é um guia editorial. Cada casa ganha notas em cinco eixos. A nota da lista é a média, com uma casa. O carimbo diz se vale atravessar a cidade. A URL guarda a geografia: estado, depois cidade.
- Mesa — o que está no prato: pão, ovos, o item de assinatura. Sem prato descrito a nota cai.
- Sala — se a mesa convida a ficar: luz, fila, parque, casarão, rooftop. Unidade errada não entra.
- Gesto — se a casa tem tese, não só cardápio de avocado toast copiado.
- Xícara — se o café está no mesmo nível da cozinha, ou se a fonte só fala do prato.
- Conta — um preço com dígito e URL, ou o teto de 7,5 quando a fonte não publica valor.
O carimbo não é a média sozinha. “Vale a mesa” sai a partir de 8,4, ou quando a mesa chega a 9,0 e a média não cai de 7,6. “Se você já estiver no bairro” cobre de 7,6 para cima. Abaixo disso a ficha carimba “Só com ressalva”.
Cada ficha carrega uma súmula: de três a oito fontes tipadas (crítica assinada, prêmio, ranking, reportagem, página oficial), cada uma com data. Ao menos uma precisa ter autoridade editorial e ao menos uma ser de 2025 ou depois. A cronologia mostra o que se disse ao longo dos anos; o bloco de consenso resume o que todas repetem e o de dissenso diz onde elas se contradizem — horário, endereço, preço.
Teto de mesa: 9,2 em qualquer eixo. Sem visita, não existe 10. A ordem da lista da cidade segue a média e, no empate, a mesa.
O que esta rodada não faz: nota de Google, foto fingindo ser o prato, preço chutado, horário inventado. Se a fonte cala, a ficha diz que calou. Uma cidade só abre quando há casas suficientes para um recorte honesto. São Paulo veio primeiro.